ai, quem me dera ter 20 anos

a magia de sorrirmos para nós

tantas vezes ouvimos dizer “ai, quem me dera ter 20 anos e saber o que sei hoje”. Não me revejo nessas palavras. Para mim o melhor de ter 20 anos é a inocência e a ingenuidade próprias da idade. Assim como o melhor dos 40 (e 2) é a sabedoria e a verdade. E a vontade. E muita dessa verdade acumula-se na nossa expressão mas também no nosso sorriso. Aquilo a que algumas pessoas chamam de rugas não são mais do que os traços da vida vincados no rosto. Da vida e da saudade. No rosto e no peito, este marcado pela firmeza do amor que carrega.

Cada vez mais tenho a certeza que o tempo não passa por nós da mesma forma como nós passamos por ele. A relação não é recíproca nem em intensidade nem em lealdade. Quem engana quem não sei, mas sei que ontem, mesmo ontem, eu tinha 14 anos. E hoje é o meu João Maria que os tem sem eu saber quantos anos passaram desde ontem.

Aprendi com a idade que a saudade nunca vem só. Que o medo nos impede de continuar. Que há tanto numa mini SAGRES como numa garrafa de vinho premium – depende apenas de quem escolheste para a partilhar. Que para conhecer o mundo não preciso das comodidades que tenho no dia-a-dia. Que parte do que vivemos foi desejado. E planeado. E tudo o resto foi a mudança dos planos que a vida nos desenhou. Que a idade é a vida a somar os anos e não os anos a fazer contas à vida.

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